20
jan
10

imprensa corporativa=gerenciamento de crise

Com a velocidade da informação das mídias sociais e os “broadcast yourself” da vida, as empresas e/ou produtos estão cada vez mais expostas à situações de crise.

Uma assessoria de imprensa tem que dar informações (que pareçam) precisas, esclarecedoras e que tire da reta a culpa da empresa na qual ela é porta voz.

Um caso que me levou a criar esse post foi a morte de uma pessoa assistindo ao filme avatar em 3D. Leiam e prestem atenção em como a informção defende a projeção, e dá uma linha apenas mostrando o outro lado da moeda.

Segue abaixo o texto do G1.

Um homem natural de Taiwan, com histórico de pressão alta, morreu de um derrame provavelmente provocado pela forte emoção de assistir ao blockbuster “Avatar” em 3D, disse um médico nesta terça-feira (19).

O homem de 42 anos, identificado somente pelo sobrenome Kuo, sentiu-se mal durante a exibição do filme no início deste mês, na cidade de Hsinchu.

Kuo, que sofria de hipertensão, estava inconsciente quando chegou ao Hospital Geral de Nan Men. De acordo com o médico-chefe da emergência, Chih Peng Chin, um exame mostrou que ele sofreu uma hemorragia cerebral.

É provável que o excesso de excitação ao ver o filme tenha desencadeado os sintomas”, afirmou Chin à AFP.

Kuo morreu 11 dias depois de chegar ao hospital.

De acordo com o jornal “China Times”, esta foi a primeira morte ligada ao épico de ficção científica dirigido por James Cameron.

Blogs e sites sobre cinema têm relatado queixas de telespectadores sobre dores de cabeça, tonturas, náuseas e visão embaçada durante as sessões de “Avatar” e de outros filmes ricos em imagens 3D.

Como dá para perceber a notícia defende o filme dizendo que a vítima tinha problemas de saúde, e ao mesmo tempo ressalta as fortes emoçoes da projeção em 3D.

Sem falar que o derrame só foi divulgado 11 dias após o ocorrido e quando alguém morre fica difícil omitir.

3D é impressionante, você não vai morrer, só de uma passadinha no posto de saúde antes do filme e afira sua pressão.

13
jan
10

Blog Diploma no Lixo e o erro do BBB

Diploma no lixo … BBB10

13/01/2010

Erro ou estratégia?

Todos sabem que ontem começou o Big Brother Brasil 10. Como todo programa ao vivo, acontecem erros variados na primeira exibição. Coisas rotineiras, tal como microfone do apresentador sem áudio, monitores da casa desligados e sem contato com o apresentador. Até aí tudo bem…

clique aqui e saiba mais!

11
jan
10

2010, ano novo energia nova, ideias novas…

Depois de um bom tempo (e pela falta do mesmo), estou de volta.

Começo de 2010 energias renovadas, parece bobeira mas a gente se sente pronto pra mais uma temporada.

Talvez porque tudo o que nos cerca funcione assim, as novas metas do trabalho, a nova temporada do futebol, a nova temporada da sua serie favorita, mais um ano na escola ou na faculdade.

Ou seja, todo esse ambiente de renovação acaba nos envolvendo e fazendo com que a gente sinta o  desejo de se renovar, daí as resoluções de ano novo, as promessas e os novos objetivos traçados.

Tudo isso nos torna mais produtivos, mais empenhados, mais interessados em nós e em que nos cerca.

Com certeza, o ano novo é uma ideia de um milhão.

25
nov
09

Relógio Celular, original? ou só as crianças vão gostar?

Relógio Celular da LG que será comercializado no Brasil

Desde o dia em que Santos Dummont colocou uma pulseira no relógio, o mesmo deixou de ser apenas um objeto cuja função era saber as horas.

O relógio passou a se tornar um adorno, e N modelos foram lançados em um século de existência.

Me lembro dos filmes e desenhos animados de agente secreto em que um relógio telefone era algo muito original.

Só que o celular tomou espaço dos relógios, se eu já carrego um aparelho que faz ligações e me mostra as horas pra que vou usar um relógio?

O lançamento do relógio celular é refazer um processo, fazer o ovo nascer antes da galinha, já que nós temos um aparelho telefônico móvel há mais ou menos duas décadas.

Talvez por isso mesmo que a campanha do aparelho no país esteja sendo lançada, mostrando duas criuanças falando do aparelho, e citando:

“É igual a detetive”.

Ao mesmo tempo o relógio voltou a ser colocado no bolso, está em segundo plano, hoje nós temos um telefone que marca as horas.

Ou seja, mesmo em segundo plano ele está presente, embora creio eu que seja mais uma tentativa de se transformar o celular em um adorno (quem não se lembra do startak na cintura?) passando pelo mesmo processo que o relógio passou.

Eu vejo o futuro repetir o passado

(Cazuza)

 

20
nov
09

apelido também serve de pesquisa top of mind!

Hoje eu estava de bobeira no trabalho, e percebi o quanto um apelido pode servir como referência de lembrança de marca.

Na década de 90 tinha um  metaleiro no bairro cujo apelido era “Pacol”, de Cepacol (devia ter um bafo daqueles).

Hoje chamaram um amigo meu de Listerine.

Ou seja, sacanear os amigos também é um exercício de lembrança de marca; dá para perceber que o Cepacol foi substitu;ido pelo Listerine na cabeça do consumidor.

Quantos amigos seus não tem um apelido de um produto?

Só falta o dia em que ao invés de chamarem uma pessoa de cabelo de bombril, apelidarem o infeliz de assolan.

12
nov
09

Quick Ideas!!! Pensar rapido gera grandes oportunidades de exposição.

Nos meus quick press, vou falar de quick ideas, a agência Publicis vai usar o apagão para criar um anúncio de oportunidade.
A ideia é divulgar a estreia do novo seriado do canal pago AXN  “Flash Forward”. A historia vai falar de um apagão no planeta que dura poucos minutos, mas após este incidente as pessoas conseguem enxergar seus respectivos futuros.
Era uma oportunidade até óbvia que a agência não podia perder. Mas estar antenado com as coisas que acontecem na vida cotidiana é obrigação para qualquer agência de comunicação. Dependendo do que acontece em nossas vidas uma ideia pode ser conveniente e vice versa.16AXN
Fonte: Propmark

05
nov
09

Agências 360, abraçar o mundo pode não ser bom negócio!!!

cao

Já faz algum tempo que gostaria de comentar sobre este tema, e ao ler um post no blog ” Criar Saber Viver” do meu colega Eduardo Zugaib; chamado: “O Foco não é o Marido da Foca”, me cocei e resolvi publicar o que penso sobre este assunto.

No texto do Zuga, o assunto Foco tem como fim o nosso lado pessoal; neste post o objetivo (Foco) são as chamadas Agências 360 (aquelas que fazem mídia BTL e ATL, produção gráfica, planejamento, marketing e mais uma caralhada de coisas).

Geralmente essas agências estão situadas em pequenas cidades, e a demanda por jobs é escassa, logo é melhor fazer de tudo um pouco.

Mas empresas com (a falta de) esse foco também atuam nas metrópoles e é aí que a coisa fica meio que confusa. Nas grandes cidades também há pequenos nichos de mercado sem dúvida nenhuma, só que o engraçado é que essas agências se consideram preparadas para fazer qualquer tipo de trabalho, no sonho de fisgar um grande cliente (exceção das Áfricas da vida que tem um departamento específico para cada cliente e cada segmento).

Outro dia visitei o site de uma agência 360  de São Paulo e ela coloca à disposição alguns jobs e segmentos em que atua.

Um deles foi a parte de branding. Primeiro ela quer explicar para quem visita o site o que é branding, e depois é possível clicar em um exemplo.

O exemplo que eu vi foi a criação de logomarcas e não um trabalho voltado para os valores que seus clientes querem passar para o seu público alvo.

Uma empresa que não sabe trabalhar nem o foco do seu cliente, não vai nunca saber qual é o seu próprio foco.

Plagiando meu colega Zugaib: Quando o assunto é foco, “de tudo um pouco” e “de nada um muito” significam exatamente a mesma coisa.

26
out
09

22
out
09

anos 80, o “marketing da nostalgia!”

i-love-80s

Uma ideia rentável nos dias de hoje é criar eventos, relançar produtos de uma determinada época; principalmente se tudo isso for dos anos 80; até as bandas estão voltando para amealhar uns trocos.

Quem não gosta de relembrar a época em que era jovem, que tinha os amigos por perto, as brincadeiras e os romances?

Com essa sacada a geração de marqueteiros dos anos 80 aproveitou para transformar a outrora chamada “década perdida” na época mais legal de nossas vidas (até mesmo para quem não é dessa época).

Por exemplo, para a minha geração que passou a infância nos anos 80, convivi com os brinquedos, desenhos animados etc.

Mas minha adolescência foi na década de 90. Convido a quem estiver lendo agora e for nascido entre 1980 e 1985 o que lhe vem à cabeça que pertence aos anos noventa??

Festas temáticas e produtos dos anos 80 são a “coqueluche” (expressão oitentista) dos dias atuais.

Até um almanaque dos anos 80 foi lançado. (muito bom por sinal)

almanaque_anos80

Os anos 80 foram a época do exagero e da extravagância, a cultura americana vivia o seu apogeu, nos filmes todo mundo comia muito, bebia muito, gastava muito, enfim a transição de indivíduos para consumidores; foi a época dourada dos comerciais de TV.

Na área de marketing os anos 80 o conceito da palavra Marketing (sorry pela redundância) completou sua transformação:


Antes

“Marketing é o
trabalho com mercados
na tentativa de realizar
troca de produtos,
com o objetivo de
satisfazer as
necessidades e desejos
humanos.”

Atualmente

“Marketing é a habilidade
de se atender às
necessidades e desejos
do mercado,
de forma lucrativa”
Philip Kotler

Investidores, empresários e publicitários se tornaram pessoas a serem referências (livros de auto-ajuda) no lugar de poetas, escritores e filósofos. Andy Warhol foi um gênio, percebeu isso quase 20 anos antes.

Para o mercado os anos 90 não existiram, com certeza a primeira década do século  XXI passará por seu revival, mas a força da marca “Anos 80″ já é uma “Ideia de um Milhão”.

19
out
09

Mastercard, egoísmo disfarçado de boa ação!!!

mastercard3 O novo comercial da Mastercard segue o branding “Não tem Preço”.

Trata-se de um labrador (apelo Marley e Eu) que rouba e estraçalha a mochila de uma garotinha. O “paizão” da garotinha se mostra indiferente.

Enquanto isso a locução começa a falar de um novo programa de pontos que você pode acumular usando o Mastercard, e no final na compra de um produto você troca seus pontos por outro produto igual.

Voltando ao paizão indiferente, ao invés de ele dar bronca no cachorro, consolar a filha e comprar uma nova mochila.

Ele sai, toma café na lanchonete, abastece o carro, faz compras e no fim, ainda compra uma mochilinha pra ele, aí sim troca os seus pontos de tudo o que fez para si próprio pegando uma mochila rosa para a filha.

E no Grand Finale ele dá a mochila para o labrador entregar para a garota.

Bonitinho não?

Com o Mastercard você pode pensar em si próprio e por tabela depois que você gozar você agrada seus filhos!!!

Cultura Yuppie ainda reina, o filme “Psicopata Americano” continua atual.

Melhor a empresa voltar como  comercial do “Papai Urso”.

Link para o Comercial:

http://www.mastercard.com/br/sobre_nos/pt/videos/cachorro/player.html




 

fevereiro 2010
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